Após sete dias parados, trabalhadores da Sabesp suspendem greve na região

Após sete dias parados, trabalhadores da Sabesp suspendem greve na região

Categoria reivindicava melhorias no Plano de Cargos e Salários e ajustes nos cálculos da PLR

Carolina Iglesias

14/04/2015 - 20:38 - Atualizado em 14/04/2015 - 20:47           

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Fim da greve foi definido em assembleia

Os cerca de 1.500 trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que atuam na Baixada Santista e Vale do Ribeira, decidiram encerrar a paralisação nas atividades. A decisão foi tomada após uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP). A greve já durava sete dias.

De acordo com informações do presidente do Sindicato dos Urbanitários de Santos e Região (Sintius), Marcos Sérgio Duarte, o Marquito, a suspensão do movimento se deve ao acordo firmado pela companhia na audiência. “A empresa afirmou que irá não descontar dos trabalhadores os sete dias parados, além de ter se comprometido a defender junto ao Conselho de Administração a proposta de ajustes nos critérios de cálculo da Participação dos Lucros e Resultados”.

Segundo Marquito, o sindicato reivindicava a elevação do percentual da folha de pagamento destinado a PLR de 92%. Porém, em razão da crise hídrica, esse índice foi reduzido para 81%. “Entramos em greve porque a empresa afirmava não poder assumir a proposta feita pelo sindicato, afirmando que dependia do Conselho de Administração. Dessa vez, a companhia assumiu defender o reajuste de 81%”.

Ainda de acordo com o presidente do sindicato, na reunião de conciliação, a empresa reconheceu a economia de 1% na folha de pagamento dos trabalhadores, na comparação entre 2013 e 2014. “Ela decidiu também que irá aplicar esse 1% para a movimentação do Plano de Cargos e Salários”.

O novo plano deverá ser aplicado em julho deste ano, segundo o sindicalista. Uma nova reunião está agendada para o próximo dia 23. O objetivo é autorizar o reajuste de 81% na PLR. “O grande avanço é a empresa reconhecer o pagamento do plano e se comprometer a defender essa mudança na PLR. Essa foi uma greve de alta conscientização, que mostrou a união entre a categoria”, comenta Marquito, lembrando que a empresa reconheceu que, apesar da greve, os serviços essenciais à população foram mantidos, com entre 35% e 40% do quadro. “A Sabesp reconheceu que a população não foi prejudicada”.

 

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14/04/2015 - 07:26

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